Nem o passado.
Haverá sempre um qualquer detalhe, um qualquer retalho de tempo que será diferente.
Tal como o dia e a noite e a lua e o sol e a chuva e o vento e todas as coisas da natureza que ocorrem e morrem de forma única sem nunca questionarem a sua razão.
Porque o lamento é tornar eterno o que não tem retorno. É dar corpo à memória que se quer guardada para todo o sempre.
De que vale chorar infinitas vezes por aquilo que não se pode mudar?
É a aceitar que se avança.
É a perdoar que se cresce.
E o presente, este presente que acorda a cada dia, quer-se livre e leve para poder viver em paz e em consciência.
Sem raiva do que foi.
Sem cobiça pelo que podia ser.
Sem medo do que pode vir a acontecer.