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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

À luz de um sonho



Hoje quero adormecer
nos sonhos dos teus braços
e pedir ao tempo uma pausa
do tamanho do céu.
Há momentos tão vida
que deveriam ser sempre
e este por dentro do teu abraço
é tudo de ser feliz.
Ando cansada
e tu, todo cheio de pele,
podes nem sempre saber,
mas fazes por perceber:
as pedras só ferem
se a distracção for maior do que o cuidado,
ou a teimosia mais teimosa que a razão.
E se já tropecei nas tropelias da minha existência
é porque és a pele que as pedras me arranharam
e arrancaram até ti.
Hoje quero adormecer à luz de um sonho
para acordar com o meu sorriso no rosto teu.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Sobre a vida de um dia



E se por um dia mudássemos para o outro lado do espelho e fôssemos capazes de ser o inverso de um olhar?
Se em vez de ficarmos desiludidos com a ilusão que criámos ficássemos gratos por sermos ainda a criança de outrora?
Se em vez da culpa criada pelo medo do desconhecido admitíssemos o simples erro da nossa humanidade?

E se por um dia saíssemos de dentro de nós e fôssemos a luz do nosso próprio corpo?
Se deixássemos a sombra para as árvores nos refrescarem nos dias de calor e a escuridão para as noites sem lua cheia?
Se fôssemos o impulso emotivo, desmedido e esquecêssemos as amarras das aparências sem sentido?

E se por um dia conseguíssemos:
sentir mais do que perceber,
ver mais do que desejar,
ser mais alma do que corpo?

Será que esse dia tornar-se-ia na vida para sempre?