Sou mesmo
parva.
É isso que sou:
parva.
Quem me
manda idealizar
se o Homem é
humano
e nunca
ideal?
Quem me
manda sonhar
quando a
vida me acorda
a cada
minuto que respiro?
Sou mesmo
parva.
Haja melhor
palavra que espelhe
este querer
viver diferente
e
deixar-me-ei de achar
tão
estupidamente parva.
É isso que
sou: estupidamente parva.
Quem me
manda pensar
com o
coração a transbordar
de ilusões
infantis?
Quem me
manda andar
com a cabeça
no mundo do encantamento
quando este
mundo onde vivo
está cheio
de realidades
frívolas e
desinteressantes?
Sou mesmo
estupidamente parva.
Não há alma
alguma que me surpreenda
com a
simplicidade do inesperado.
Que me leve
de mim para dentro
e me dê a
mão a cada medo meu.
Quem me
manda ser assim?


