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sábado, 3 de maio de 2014

O meu Dia da Mãe



Nasceste numa segunda-feira.
Depois de peripécias e sobressaltos
(que mais pareciam uma sequela
de uma outra novela mexicana vivida 3 anos antes),
nasceste.
Pequenina.
Ainda mais pequenina do que o teu irmão
(não sabia que era possível).
Cheia de cabelo escuro.
Morena.
Pequenina.
Nasceste, mas não nasceste sozinha.
Nasci contigo.
Sabes? É isso que acontece às mães:
nascem quando nasce um filho.
É um nascimento que não se explica.
É um crescimento sem régua para medir.

Desde o dia que o Nuno, o teu mano,
te viu pronta para a vida
e te trouxe para casa,
nunca mais te largou a mão.
Ainda de regresso a casa,
lá espreitava a tua cadeirinha
a certificar-se se estarias bem.
Ajudou-me a dar-te banho,
a mudar-te a fralda,
a pentear-te com muito jeitinho.
Um bebé grande a cuidar de uma bebé pequenina.
Cresceste com ele a teu lado:
a apertar-te as bochechas,
a dar-te beijinhos babados,
a aborrecer-te,
a divertir-te.
A proteger-te.
Acima de tudo a proteger-te.
Sempre.

O que és: sei eu.
Sei-o a cada dia que passa:
a minha menina.
Sempre.
Aconteça o que acontecer.