Pensar em ti
faz-me ser-te
até que a noite chegue sorrateira
e me escape no meio dos teus braços
até que a noite chegue sorrateira
e me escape no meio dos teus braços
como quem
não quer acordar
para o que ainda tem de ser
com tanto que fica por acontecer.
Viro as costas para o frio lá fora.
Nem sequer quero saber
se a chuva cai intrometida na vida alheia,
ou se as estrelas me vigiam ansiosas.
Odeio sentir-me a enregelar
para o que ainda tem de ser
com tanto que fica por acontecer.
Viro as costas para o frio lá fora.
Nem sequer quero saber
se a chuva cai intrometida na vida alheia,
ou se as estrelas me vigiam ansiosas.
Odeio sentir-me a enregelar
até às
memórias de amanhã:
prefiro o refúgio da alma descansada
e o aconchego dos pensamentos catraios.
E todos os arrepios que me provocas,
todos os suspiros que me ofereces
surgem naquele preciso ai dentro de mim.
Pode vir a neve, o vento, a chuva
e a maior das tempestades prefiro o refúgio da alma descansada
e o aconchego dos pensamentos catraios.
E todos os arrepios que me provocas,
todos os suspiros que me ofereces
surgem naquele preciso ai dentro de mim.
Pode vir a neve, o vento, a chuva
que nada me arranca
tamanho sol e céu sem fim.
Porque é infinito o que sou
mesmo que o dia não me acorde mais.
Serei sonho até para sempre.




