Tenho tanto
em mim
que há momentos em que desconheço
se sou eu cá dentro a divagar
se sou outro disfarçado de verdade.
Dúvidas que me surgem de tudo
que há momentos em que desconheço
se sou eu cá dentro a divagar
se sou outro disfarçado de verdade.
Dúvidas que me surgem de tudo
o que tenho
visto do avesso
e ao contrário de uma humanidade
que me parece já não existir.
Sinto a indefinição dos dias a correr
devagarinho contra as ilusões
dos poucos que ainda sonham
com um mundo prestes a ser melhor.
Mas do pouco que sei,
pelo simples desígnio de me terem posto
a deambular por estas ruas ásperas e frias,
julgo que o mal é um ângulo enviesado dos oprimidos
e o bem a utopia dos aspirantes a benfeitores.
Afinal, o que nos faz humanos
não é a alma, nem as emoções,
mas a capacidade ingrata de podermos falar:
uns para os outros,
os outros contra os ainda outros e,
assim mesmo,
e ao contrário de uma humanidade
que me parece já não existir.
Sinto a indefinição dos dias a correr
devagarinho contra as ilusões
dos poucos que ainda sonham
com um mundo prestes a ser melhor.
Mas do pouco que sei,
pelo simples desígnio de me terem posto
a deambular por estas ruas ásperas e frias,
julgo que o mal é um ângulo enviesado dos oprimidos
e o bem a utopia dos aspirantes a benfeitores.
Afinal, o que nos faz humanos
não é a alma, nem as emoções,
mas a capacidade ingrata de podermos falar:
uns para os outros,
os outros contra os ainda outros e,
assim mesmo,
sermos tão inaptos a falarmos:
uns com os
outros
em plena sintonia e respeito por todos.
Mas isto sou eu.
Talvez a delirar.
Talvez a querer ser outro
que não seja este dentro de mim.
em plena sintonia e respeito por todos.
Mas isto sou eu.
Talvez a delirar.
Talvez a querer ser outro
que não seja este dentro de mim.




