Vem.
Vem ter
comigo.
Não te
deixes embarcar nos medos
que te
assombram os pensamentos
com coisas difíceis
de perceber.
Não queiras
tu saber
o que a vida
te reserva
sem antes
provares o sabor
de amar uma
mulher
que muito te
quer
por seres
tão quem és.
Abre esses
teus braços de gigante
e guarda
todos os meus anseios
a galope no
teu peito.
Conta-me o
silêncio que choras.
Dá-me o colo
dos teus segredos.
Não sei quem
sou para ti,
mas sei o
que posso ser por ti:
a
cumplicidade de querer alguém
não apenas
por simples querer,
mas por perder
todo o meu ar
sempre que
sinto o teu respirar.
Vem ter
comigo
mesmo que os
teus olhos
me vejam a
desvanecer:
estás nos
suspiros que me roubas,
no sorriso
que me arrancas
quando a tua
voz me entra
na minha alma
e pele adentro.




