Como bem
sabes,
e para mal
de mim,
sou incapaz
de elevar a voz
apenas
porque a minha razão
faz-me calar
todos os pensamentos.
E eu calo-me
realmente.
Mas calar
não é aceitar,
muito menos
consentir.
É deixar
andar
para não deixar
de encarar
de frente o
que me importa.
Acredito que
a vida
é muito mais
forte que a vontade.
Não sei se
sabes:
choro,
muitas vezes, dentro do meu silêncio
apenas
porque me oiço melhor assim.
E eu presto
muita atenção
ao que digo
a esta alma sonhadora:
a tua sempre
distracção
vai
indicar-te o caminho
das lágrimas
que não chorei:
a tua
certeza sem saber
de nada do
que sou e sinto
vai afagar
a noite de lua vazia
de estrelas
por brilhar
e do meu dia
vou acordar.
Quero que
saibas disso.




