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domingo, 30 de agosto de 2015

Vida mãe



Quando julgo que as surpresas já me deixaram a porta livre para o invariável:
vem a vida:
faz da porta janela:
da janela parede:
da parede porta ainda por abrir
e todo eu entro novamente em mim pela primeira vez.
Cada pedaço de alma vira abrigo.
Cada fatia de afecto aconchego.
E se um dia houve em que o medo superava a ânsia de saborear o ar apertado naquele abraço,
neste instante que se faz agora tudo se resume ao meu suspiro no teu olhar.
Não é o caos.
É a vida a cuidar de mim.



sábado, 22 de agosto de 2015

Alma menina



Os dias passados
entre folhas que caem
e flores que nascem:
ser um nada maior
a cada vontade tocada
pelos instantes sem contar.
Tão segredo lindo de abraçar
é um chegar bem perto
do desejo de sentir feliz
tal é o medo de a vida
ser assim afinal:
da queda sai o salto;
do aperto a libertação.
O errado não existe:
dele se faz certo
que tudo bate certo
no fim de todas as contas
quando feitas de coração aberto
e alma sempre menina.
E, quando as noites voltarem
dos dias mais pequenos,
haverá sempre o amanhecer
de um novo sonho por viver.


domingo, 9 de agosto de 2015

Quero que saibas



Como bem sabes,
e para mal de mim,
sou incapaz de elevar a voz
apenas porque a minha razão
faz-me calar todos os pensamentos.
E eu calo-me realmente.
Mas calar não é aceitar,
muito menos consentir.
É deixar andar
para não deixar de encarar
de frente o que me importa.
Acredito que a vida
é muito mais forte que a vontade.

Não sei se sabes:
choro, muitas vezes, dentro do meu silêncio
apenas porque me oiço melhor assim.
E eu presto muita atenção
ao que digo a esta alma sonhadora:
a tua sempre distracção
vai indicar-te o caminho
das lágrimas que não chorei:
a tua certeza sem saber
de nada do que sou e sinto
vai afagar a noite de lua vazia
de estrelas por brilhar
e do meu dia vou acordar.

Quero que saibas disso.


domingo, 2 de agosto de 2015

O meu anjo



Confio em ti!
Se eu pudesse falar contigo,
era apenas isto que te diria:
confio em ti!
O meu corpo pode chorar
todos os fantasmas do mundo.
A minha mente pode até trazer
todos os contos por existir.
Mas há algo dentro de mim
que me segreda ao ouvido:
o que sinto é maior do que vejo
e mais forte do que todos os meus medos.
Não tenho como não acreditar
porque apenas sei
que posso confiar em ti.
Na alma que és.
No Ser que sentes.
Mesmo que um dia esse anjo bonito  
que agora me olha com olhos de quem cuida
parta de mim para outra
serei eternamente grata
pela generosidade,
pela entrega,
pela memória nunca esquecida.
Confio em ti!


terça-feira, 28 de julho de 2015

Podes acreditar



Tenho para te falar algo muito importante
que me rouba os pensamentos
e abafa os meus outros sonhos:
não sei porque a improbabilidade
nos fez tão certos um para o outro
se a certeza que nos une
é a mesma que nos inquieta ao longe.
Sabes a graça disto tudo?
Sei, com toda a nitidez que me é possível,
o que me faz acordar quando não estás,
mas esta vontade sem razão de te saber
faz-me ver a vida com sabor doce a dor:
como é possível ter sem querer?
Somos muito para além de nós:
tanto que nos fazemos apagar
o mal que podemos originar.
Somos o que sentimos,
mas somos, acima de tudo, o que fazemos.
E a invasão que me tomou de assalto
as dúvidas entretanto brotadas
trouxe aquele talvez um dia
que me aquece a ilusão ainda.
Podes bem acreditar nisto que te digo.
Podes bem acreditar em mim.