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terça-feira, 28 de julho de 2015

Podes acreditar



Tenho para te falar algo muito importante
que me rouba os pensamentos
e abafa os meus outros sonhos:
não sei porque a improbabilidade
nos fez tão certos um para o outro
se a certeza que nos une
é a mesma que nos inquieta ao longe.
Sabes a graça disto tudo?
Sei, com toda a nitidez que me é possível,
o que me faz acordar quando não estás,
mas esta vontade sem razão de te saber
faz-me ver a vida com sabor doce a dor:
como é possível ter sem querer?
Somos muito para além de nós:
tanto que nos fazemos apagar
o mal que podemos originar.
Somos o que sentimos,
mas somos, acima de tudo, o que fazemos.
E a invasão que me tomou de assalto
as dúvidas entretanto brotadas
trouxe aquele talvez um dia
que me aquece a ilusão ainda.
Podes bem acreditar nisto que te digo.
Podes bem acreditar em mim.


domingo, 12 de julho de 2015

Foi assim



Preciso que saibas:
quero tudo o que queres
se o que queres te faz feliz.
Só assim sinto o sentido
de te ver viver sem mim:
sei-me egoísta de vontade,
mas a tua realidade
faz-me amar-te até enfim
te encontrar nas palavras que me dizes.
E se as dúvidas me assaltam
o tesouro que é só nosso
apenas me basta a tua voz
para saber que ainda posso
ter a tua alma dentro da minha.
Preciso que saibas:
nada é como era suposto ser,
mas agora sei que o suposto
é suposto nem existir:
sei porque passei,
sei porque fui,
sei porque chorei.
Tudo faz tanto sentido:
o teu ciúme disfarçado
delicia e encanta
o meu sorriso envergonhado.
E nunca mais se escreveu igual.
Foi assim:
preciso que saibas disso.



quinta-feira, 2 de julho de 2015

Sem culpa



Estou em paz comigo.
Com as escolhas erradas.
Com as decisões acertadas.
Com tudo o que já passei.
Com tudo o que já fui.
Com o que sou.
Com o que sinto.
Estou serena como nunca estive.
Sem culpa.
Sem vergonha.
Por me sentir assim:
a completar-me contigo sempre a meu lado.
Agora tudo faz mais sentido.
És o meu espelho.
O meu confidente.
O meu sonho persistente.
A vida que me faltava respirar.
E esta paz que eu não esperava
faz-me ouvir a tua presença
bem dentro de mim.
E se um dia eu me perder de ti
sei com toda a certeza que me dás
que ao encontro de nós irás.



domingo, 28 de junho de 2015

Liberdade de sentir



Felizmente, sinto-me livre.
Não há ninguém que me proíba:
de gostar cada vez mais de mim;
de escolher os amigos;
de ter os meus segredos;
de sonhar o que me dá prazer;
de me apaixonar com alma;
de amar com o coração;
de errar para aprender;
de aprender para crescer;
de querer sempre mais;
de discutir o importante;
de ultrapassar o que não importa;
de chorar com vontade;
de rir à gargalhada;
de sentir-me bem assim:
mulher de corpo, alma e pensamento.
Ciente de quem sou e quem quero para mim.
Esta liberdade que sinto faz-me sorrir para trás e olhar de frente o que há- de vir.
Felizmente, sinto-me livre…


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Um novo despertar



Somos a dimensão do que sentimos
e não há medida para nós.
Sem corpo, as nossas almas
tocam-se com a intensidade
leve que nos leva para
onde o aprazível é mais que dor.
E como dói!
Saber a tudo o que somos.
Saber a esta felicidade tão nossa.
O brilho de um olhar sem fim
estremece as certezas de homem feito
e esse sussurro atrevido
sossega este Inverno intermitente.
Aguardo ansiosamente:
que a lua cheia venha para ficar;
que cada suspiro seja o beijo
ao acordar de todas as noites frias;
que todos os arrepios sejam
tão simplesmente
um novo despertar…