Somos a
dimensão do que sentimos
e não há
medida para nós.
Sem corpo, as
nossas almas
tocam-se com
a intensidade
leve que nos
leva para
onde o
aprazível é mais que dor.
E como dói!
Saber a tudo
o que somos.
Saber a esta
felicidade tão nossa.
O brilho de
um olhar sem fim
estremece as
certezas de homem feito
e esse sussurro
atrevido
sossega este
Inverno intermitente.
Aguardo
ansiosamente:
que a lua
cheia venha para ficar;
que cada
suspiro seja o beijo
ao acordar
de todas as noites frias;
que todos os
arrepios sejam
tão
simplesmente
um novo
despertar…




