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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O meu conselho



Basta!
Chega de fazeres o que sabes que não deves.
Chega de quereres o que sabes que não podes.
Chega de tanta parvoíce junta numa só pessoa!
Minha querida amiga, vais fazer o que te digo:
afasta-te para lá do longe.
Sem medo de errar.
Sem medo de perder.
Se errares, aprendes como sempre aprendeste.
Se perderes, irás encontrar por aí onde andas.
Sem medo.
Não tens que ter medo.
Tens que ser tu como sempre foste:
ponderada nas acções;
autêntica nas reacções.
Tu.
Basta seres tu para existir a pessoa mais importante na tua vida.
Agora, dá-te colo e mima-te como sabes que precisas, mas segue em frente.
Há muita vida à tua espera.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Entre o ser e o sentir



Eu sei o que sinto, quando sinto e porque sinto.
As minhas tristezas e as minhas alegrias são-me fáceis de perceber:
conheço os antecedentes que contribuíram para a minha construção;
sei o contexto e a envolvência que manuseiam as minhas emoções
e percebo facilmente a razão das sensações que me invadem a alma e que se reflectem no olhar e quantas vezes no rosto.
Por isso, digo com toda a convicção: eu sei o que sinto, quando sinto e porque sinto.
Mais complicado para mim é saber o que fazer com o que sou. Aqui é que está o enredo mais enredado na história dos argumentos.
Eu sei o que sinto, quando sinto e porque sinto. Não tenho dúvidas quanto a isso.
Agora, a partir do momento em que:
em vez de beber lentamente o que sinto;
em vez de apreciar o sabor do momento;
em vez de viver para apenas sentir:
me ponho a tentar perceber:
a génese;
o tempo;
e a razão
do muito que estou a sentir:
confesso: não sei o que fazer com o que sou. Com o tanto que sou. Seria tudo bem mais fácil se:
estou feliz: óptimo: vou viver esta felicidade;
estou triste: é normal: vou mudar de rumo.
Mas não. Devo achar que complicado é melhor do que simples. Não sei.

Uma coisa é certa: perco-me muitas vezes entre o que sou e o que sinto, mas depois de muito pensar acho que me encontro entre o que sei sentir e o que sei ser. Algures por aí… 



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A nossa história



Apetece-me escrever sobre nós.
O que já fomos.
O que já fizemos.
O que já passámos.
Olho para trás e vejo que temos muitas histórias para contar aos nossos filhos quando forem mais crescidos para entenderem como nós nos conhecemos. A razão que nos encontrou sem razão que alguém entenda no seu senso mais comum. Mas nós nada temos de comum. Em comum: muita coisa.
Voltando às histórias que um dia vamos contar aos nossos filhos:
(já viste – com toda a certeza que já viste – como os nossos filhos são a mistura mais deliciosa de tu com eu?
O olhar meigo de um.
O sentido de humor do outro.
Os feitios, os jeitos e os trejeitos de ambos.
Os nossos filhos são muito nós. Tão nós que não são nossos. Um dia, seguirão as suas vidas e terão as suas próprias histórias para contar)
sabes o que quero que eles saibam?
Como a vida, marota, uniu a improbabilidade com a certeza do que se quer apesar da inocência daqueles tempos. 
Que a juventude não é sinal de imaturidade, mas de força para enfrentar o que vier. Venha o que vier.
Que tudo o que se vive será o pilar para aguentar as tempestades inevitáveis de duas vidas partilhadas.
Que nada se apaga. Tudo nos faz.
Quero que saibam que eles já existiam bem antes de nascerem e que, acima de tudo, os amávamos quando nos vimos pela primeira vez. Tu tímido. Eu atenta.
Somos mesmo nós. Só nós. Mesmo.


domingo, 18 de janeiro de 2015

O espelho



Há lá coisa melhor
do que lembrar o dia em que te vi?
No meio daquela gente desconhecida
repleta de barulho
a discutir banalidades
que não interessam a almas
tão profundas como tu.
Ver-te fez-me viver o momento
que se repete a cada pensamento meu.
Os olhares entrecortados com a realidade
trespassaram o que sabia de mim
e todo eu tremi.
Não me conheces, nem sabes quem eu sou.
Neste momento, nem eu me conheço
nesta amálgama de imagens
que de ti guardei.
Vasculho-te algures em mim,
mas sinto que te perco
a cada dia que passa.
Não me podes fugir do que me restas:
sem ti sou menino perdido
numa ilha sem sentido.
Regressa para dentro de mim
e prometo-te abraçar essa alma
por quem me apaixonei
lá longe onde estivemos
mas nunca fomos.
Tu és o melhor que sou.


domingo, 11 de janeiro de 2015

Ausência



Na tua ausência penso:
nada faz mais sentido
do que te ter a meu lado
a falar de coisas banais.
Para quem nos ouvisse
era capaz de nos julgar
pessoas perfeitamente normais.
E somos: feitos
imperfeitos
um para o outro:
concordamos
que discordamos
em tanto nesta vida:
e como nos divertimos
e magoamos com tal desigual posição:
tu aí onde deveríamos estar,
mas não estamos:
deixo-te onde gostas de estar
e eu estou onde preciso de mim.
Na tua ausência penso:
nada faz mais sentido
do que olhar para ti
e ver que afinal nada é por acaso.