Nada há em
que acredito
com a força
dos sonhos de outrora.
Ilusões cor
de inocência:
ar que
respirava
e me
inspirava
para crer
que a possibilidade
estava em
tudo:
bastava
querer.
Engano meu.
A minha vontade
é de poder
frágil
diante do
querer
que me
comanda a vida.
E não há
nada para lá do que vejo.
Para lá do
que sinto em mim.
Não há encantamento,
nem brilho
no olhar.
Não há
loucura apaixonada,
nem impulsividade
ao luar.
Há dias
cinzentos
seguidos de
semanas apressadas
contra o
tempo
que urge
ter,
mas não
viver.
Há silêncios
contidos.
Momentos
esquecidos.
Desabraçados
de nós…





