Alma
cansada.
Cabeça sem
sentido
em busca do
que julga perdido
sem saber
que não se perde
o que não se
conhece.
Desejo de
voltar ao teria sido
sem ter sido
coisa alguma.
Olha para o
chão
como se os
sonhos fossem
a sombra de
uma ilusão
e não a
linha do horizonte.
Caminha de
costas voltadas
para o
tempo,
derrubando
pedaços de vida,
pisando
rasgos de felicidade.
(O medo constrói
muros
que nem a
lua consegue iluminar)
E, assim,
morre o poeta que nasceu,
mas nunca sofreu
o prazer de existir,
simplesmente.




