Estou a
construir
as memórias
de amanhã.
As que
desfruto hoje
para recordar
algures
adiante
no caminho
que me espera.
Estou a agarrar,
com todas as minhas forças,
os momentos
bons que ainda tenho,
guardando-os
dentro do que sou
e do que me faz.
Estou a construir-me
para poder
demolir
as minhas
fragilidades de alma.
E cada
lágrima derramada,
cada pedaço
que a vida me esfarrapa
faz-me
apreciar o momento
que se
segue.
Só assim me
sinto capaz
de construir
as memorias de amanhã.
As minhas.
E as de quem sou.




