Beleza invertida
repousada nas
imperfeições
que a
natureza nos oferta.
Reflexo
rasteiro,
matreiro,
com a
esquerda a fazer-se de direita
e o que
parece nada agradável
surge em
forma de espelho
para que
apreciemos
o mundo ao
contrário.
Não é
perfeito:
a nitidez
estremece
com a brisa
que teima em correr
e a sua cor
depende da luz do dia.
Mas está
ali.
Para nos
vermos à distância
de um olhar
cabisbaixo
(lição de
harmonia depois da tempestade)
e porque as
estrelas também
sorriem
debaixo dos nossos olhos.




