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domingo, 6 de dezembro de 2015

Do meu querer



Quero muito estar contigo.
Não importa o tempo, nem a razão.
Pode ser de manhã, ao acordar,
com um afago no cabelo desarrumado
ou com a vontade toda nas mãos.
Pode ser durante as horas devagar
com uma mensagem do nada
ou com um encontro sem saber.
Pode ser quando o sol se dá à lua
com um abraço de ar profundo
ou com tanto ainda por dizer.
Quero dar-te muito de mim
para ser tudo para ti.
Quero confiar-te o que não sabes
para me saberes melhor do que sei
e ser mulher sem medo algum.
Quero saber-te por inteiro
para poder ser tudo por ti.
Quero conhecer cada pedaço teu
passado sem promessas perdidas
para saborear o amargo de boca
que o doce também tem por dentro.
Quero muito estar contigo.
Só assim me sei feliz.


domingo, 29 de novembro de 2015

Podia ser a última carta



Não quero que passe mais um dia sem que saibas o que penso de ti.
Amanhã, se eu já cá não estiver, quero que saibas a razão dos meus silêncios e das minhas ausências e, no final, que me reconheças em cada palavra e em cada expressão aqui escritas. Quero, acima de tudo, que saibas que fui eu, sempre. Apenas eu. Umas vezes tranquila e assertiva; outras impulsiva e espontânea. Mas sempre eu.
Não sou uma mulher comum. Disso já te apercebeste há muito tempo. Quando me vias calada, no meu canto, apesar de não saberes o que me ia na mente, sempre soubeste que aquele momento tinha de ser meu. E sabias muito bem. Era o espaço que precisava para me expurgar. Mal ou bem, foste tentando perceber-me e aceitar-me tal e qual como sou: Mulher: Humana: Consciente: de Mim: Dos Outros.
Já tu, tu és um pássaro pensador. Livre no corpo e nas ideias que te correm nas veias. Não gostas que te amarrem ao que tem de ser, nem ao hábito de nada ser para além da triste banalidade. Vês-te frágil, mas tens uma força brutal a brotar em ti. A tua mente é-te gigante: andas às voltas com o que pensas entre o mal que vês e a dor que julgas não sentir, mas sentes. Dói-te a injustiça, a incompreensão, a inumanidade, a inconsciência. E a dor é tal que castigas o mundo que há em ti. Mas, meu amor, ficas agora a saber: não és o mundo. Não tens de carregar o mundo. Tens, isso sim, é de saborear o tremendo universo que és. Aceita isto que te escrevo de coração pausado. Se assim não fosses, serias apenas mais um. E tu não és um. És O. Que me provoca. Que me exercita. Que me dá vida. Que eu quero tanto e tão bem.
E, depois de tudo isto que acabei de escrever, só te peço uma coisa: Acredita. Em Mim, mas, acima de tudo, Em Ti.



segunda-feira, 9 de novembro de 2015

E assim começa o fim



Por que o homem acaba por ser sempre uma tremenda desilusão?

Porque não sabe que o coração da mulher está no cérebro e os olhos na atenção;
Porque é como a criança com brinquedo novo: brinca: cansa-se: deixa-o de lado;
Porque julga que se a conquista uma primeira vez fica cativada para sempre;
Porque dá mais importância ao pão na mesa do que a mão dentro da mão;
Porque tem uma visão demasiado global e não vê a beleza do detalhe;
Porque deixa tanto por dizer por achar que não vale a pena;
Porque não acompanha quando deveria estar junto;
Porque não dá espaço quando se sente ameaçado;
Porque não dá carinho quando não há sexo;
Porque não abraça do simples nada;
Porque não a contempla;
Porque se distrai;
Porque desiste.
Porquê?





sábado, 31 de outubro de 2015

Queres Ser comigo?


Tenho tanto para te dizer,
mas diante de ti apetece-me
o silêncio de tudo o que nos une.
O teu corpo junto ao meu dizem tudo
o que os olhos tanto sentem
sempre que se cruzam.
Apenas tu e eu
nos momentos em que o tempo
nos foge para a vida que ainda temos.
Como eu queria que ele parasse!
Que tivesse piedade do que somos
e nos deixasse a sós até que o sonho
ficasse eternamente entre nós.
Perante a tua ausência,
dou-te o meu mais profundo suspiro
acompanhado de um sorriso
que tento, em vão, esconder.
Não sabia ser possível ter tanta certeza
deste sentimento sem palavras.
És o carinho que me dá conforto.
O meu abrigo na tempestade.
Não te posso prometer futuro,
nem certeza de amanhã.
Apenas confesso e sei:
és quem me alimenta os dias sem ti
e me faz acreditar: sou mais Ser assim.
Queres Ser comigo?


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

É de Mulher



Com a subtileza de quem quer, aproxima-se do que quer de passos baixinhos e vontade mansa. Sorri envergonhada quando se vê descoberta em tal marotice e, assim mesmo, desabafa as almas que carrega com aquele seu brilho: meio lágrima - meio felicidade.
Tem receio que a vejam despida da força que julgam sempre ter: engole a respiração forçada tanto quanto o coração lhe salta para as mãos tremidas. Agarra-se ao sonho da voz que a segura. Escuta a memória das conversas trocadas.
Fala quando falar ainda lhe resta para encarar os dias e vira as desilusões do avesso para que o sentido da vida continue diante de si.
Quer mais do que apenas sentir: quer ver com os olhos da alma o calor da gratidão de mão dada com o orgulho.
Quer que a olhem como ser feminino dotado de pormenores próprios de uma existência para lá de tudo o que é possível amar.
Afinal, o propósito da humanidade permanece no prazer que os afectos lhe dão e no desejo de saborear devagarinho cada momento sempre mais.




domingo, 18 de outubro de 2015

Momentos solidão



Da solidão pouco ou nada sei.
Sei que vivo nela
quando os meus pensamentos
me levam da vida para os sonhos
e saio para dentro de mim.
Agora que penso nisto,
não sei se é o que é
ou se é o que sou:
eu acompanhada
das palavras que tenho
entre momentos que já vivi
e pessoas que encontrei.
(Solidão desencontrada
na alma que me resta).
Mas neste pouco ou nada saber,
vivo as vezes que quero
o abraço que desejo apertar,
o olhar que sinto prazer
e o anseio que sei até tremer.
E esta solidão que nada temo
traz-me um forte cheiro a vida
com vontade a sempre mais
um pouco só para mim.
É o meu momento solidão.