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domingo, 15 de novembro de 2015

As minhas flores



Vou sair daqui para onde
não importa saber quem sou
sem levar nada que me pese
para além da bagagem de mim.
Talvez uma fotografia
de uma infância feliz.
Talvez os pensamentos
passados a papel.
Sei que não preciso de muito.
Apenas que o medo me deixe ir
e que o passado me abra as portas
para o mundo que quero descobrir.
Entre estes meus devaneios
de nascer de novo para a vida
ou deixar envelhecer os sonhos,
vejo as flores que semeei
a colorir o jardim outrora meu.
Com tanto por ver e aprender.
Com tanto por ser ainda mais.
E assim fico a pensar:
se as devo regar com as mãos
ou com a chuva que há-de vir.
Vou sair daqui não sei para onde:
onde estou é que sei que não.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

E assim começa o fim



Por que o homem acaba por ser sempre uma tremenda desilusão?

Porque não sabe que o coração da mulher está no cérebro e os olhos na atenção;
Porque é como a criança com brinquedo novo: brinca: cansa-se: deixa-o de lado;
Porque julga que se a conquista uma primeira vez fica cativada para sempre;
Porque dá mais importância ao pão na mesa do que a mão dentro da mão;
Porque tem uma visão demasiado global e não vê a beleza do detalhe;
Porque deixa tanto por dizer por achar que não vale a pena;
Porque não acompanha quando deveria estar junto;
Porque não dá espaço quando se sente ameaçado;
Porque não dá carinho quando não há sexo;
Porque não abraça do simples nada;
Porque não a contempla;
Porque se distrai;
Porque desiste.
Porquê?





sábado, 31 de outubro de 2015

Queres Ser comigo?


Tenho tanto para te dizer,
mas diante de ti apetece-me
o silêncio de tudo o que nos une.
O teu corpo junto ao meu dizem tudo
o que os olhos tanto sentem
sempre que se cruzam.
Apenas tu e eu
nos momentos em que o tempo
nos foge para a vida que ainda temos.
Como eu queria que ele parasse!
Que tivesse piedade do que somos
e nos deixasse a sós até que o sonho
ficasse eternamente entre nós.
Perante a tua ausência,
dou-te o meu mais profundo suspiro
acompanhado de um sorriso
que tento, em vão, esconder.
Não sabia ser possível ter tanta certeza
deste sentimento sem palavras.
És o carinho que me dá conforto.
O meu abrigo na tempestade.
Não te posso prometer futuro,
nem certeza de amanhã.
Apenas confesso e sei:
és quem me alimenta os dias sem ti
e me faz acreditar: sou mais Ser assim.
Queres Ser comigo?


domingo, 4 de outubro de 2015

Para te querer



Quero-te aqui comigo
junto a este mar cor de luz poente
a olhar para lá do fim
que parece não acabar mais.
É um querer maior que a inspiração
de um sonho meu de ti
a abraçar-me todos os medos
de simplesmente não te ter
onde quer que esteja sozinha
tão longe a respirar profundo.
Os teus olhos de alma grande
são a fonte onde bebo a força
para enfrentar o dia a espreitar.
E nos momentos em que a sede
tem a vontade debaixo do braço
deito-me sobre as recordações
e cubro-me com a manta de retalhos
pronta para mais um pedaço de nós.
És tudo o que preciso para te querer.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Necessidades



Há necessidades que nascem de nós sem que nos tenhamos apercebido da sua longa e minuciosa gestação tal é a nossa total abstracção do que somos e do que queremos realmente. E quando elas surgem desse nada aparente e nos fazem rasgar conceitos e preconceitos descobrimos afinal:

que todos nós temos um propósito a fazer em cada um de nós;
que existimos para lá da ferida de uma ilusão perdida;
que tropeçar de vez em quando na nossa humanidade:

é aceitar os insondáveis mistérios da nossa existência;
é olhar nas pessoas dentro das suas infinitas realidades;
é encontrar medos escondidos atrás de fragilidades maquilhadas de força;
é perceber que os erros são a beleza de quem é imperfeito, mas persegue a tentação da perfeição.

Há necessidades que crescem em nós e nos apertam a vontade de respirar sozinhos.
São necessidades que nos pesam no espelho da alma e nos fazem adormecer para dentro do sonho eterno.
Não se vêem e nem se fazem ver.
Apenas doem.
Eis o silêncio a falar de si…



sábado, 22 de agosto de 2015

Alma menina



Os dias passados
entre folhas que caem
e flores que nascem:
ser um nada maior
a cada vontade tocada
pelos instantes sem contar.
Tão segredo lindo de abraçar
é um chegar bem perto
do desejo de sentir feliz
tal é o medo de a vida
ser assim afinal:
da queda sai o salto;
do aperto a libertação.
O errado não existe:
dele se faz certo
que tudo bate certo
no fim de todas as contas
quando feitas de coração aberto
e alma sempre menina.
E, quando as noites voltarem
dos dias mais pequenos,
haverá sempre o amanhecer
de um novo sonho por viver.