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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Amores que ficam...



Fantasia, quase infantil,
de um amor platónico:
perfeito na sua concepção.
Imaginação criada
nos pensamentos carentes
de realidade apaixonada.

Relação de amor sem amantes.
Intensidade de sentimentos
reprimidos pelo desejo:
pecado imaculado
por palavras incorpóreas
no corpo de uma paixão.

Seres que se querem
sem poderem querer:
suposição do que seria se fosse.
Hipótese conjecturada
no campo das alternativas passadas:
utopia no presente que escolheram.

Amor platónico:
a paixão que fica…


sábado, 17 de agosto de 2013

Faço



Faço acontecer
no momento da vontade
que me foge do controlo.
Faço no impulso
sem pensar no que vai
ou no que vem a seguir
a me perder em ti.
Faço com o capricho
do que quero para mim:
completar este vazio
que me enche os dias
seguidos de nada
que me importa.
Faço porque quero
que haja vida
para além deste mundo
onde estou,
mas não sou.
Faço porque me apetece
fazer o que já faço
desde que mando em mim.
Desde que me senti
com a força que sou:
levo-me para onde
eu quero ir.


domingo, 4 de agosto de 2013

O reencontro



Voltar a ver.
Voltar a estar
com aquele alguém que não via há tanto tempo
que o próprio tempo se esqueceu de quanto.
Voltar a encontrar
aquele amigo;
aquele familiar.
Voltar a conquistar
a confiança e à-vontade perdidos nos acasos da vida.
Buscar no mais fundo de mim
palavras que ficaram a pairar no ar das intenções
e que se escapuliram das minhas atenções.
Quebrar a barreira da timidez
que teima em congelar o calor das emoções.

O reencontro (qualquer que ele seja) é sempre bom. É sinal que ainda cá estamos. Podemos estar longe, mas cá estamos. E se a casualidade estiver, porventura, esquecida de nos fazer cruzar algures por aí, temos nós que nos lembrar a sensação boa que é reencontrar aquele alguém que já fez parte de nós.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

O meu nome é Mulher



Não me esqueço, nunca, de mim.
Gosto demasiado da vida para me colocar a um canto qualquer: esquecida do que sou e do que quero.
Não me abdico.
Não renuncio ao papel que me foi dado no dia em que nasci.
Não vim a este mundo para ser a sombra de alguém.
Não! Nunca!
Insisto em mim: valho muito a pena.
Sou demasiado importante
para não me ver;
para não me sentir;
para não me lembrar
que eu sou eu antes de todos os outros eus que me rodeiam.
Chamem-me egoísta.
Chamem-me egocêntrica. Vaidosa, até!
Eu continuo a chamar-me: Mulher.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

A reguada



Errar é humano. Está na nossa essência (na génese do Ser – que se diz ser – Humano) escolher o caminho errado de uma qualquer bifurcação que se nos depara.
Errar é humano. Faz-nos crescer. Enquanto pessoas. Enquanto somos pessoas (mal de quem já não erra nunca: ou não se depara com dúvidas – morreu na sua existência; ou está morto – morreu para a vida). E estamos sempre a errar. E estamos sempre a crescer. Errar não é errado. Errado é que está certo. Sem erro, não aprendemos nada. Se nunca cairmos, nunca nos levantamos.
Errado é cair no mesmo erro mais do que uma vez. Isso já não é um erro. É estupidez. E para a estupidez já não há queda que ensine o que quer que seja.
É bom que erremos para que sigamos em frente mais fortes do que antes. Novo dilema: nova queda: crescimento.
O erro é a reguada da vida. Erramos: estendemos o braço: viramos a palma da mão para o céu (se calhar à espera de algum gesto de misericórdia): levamos com a régua. A vida é a professora primária do antigamente: austera; rigorosa; sisuda. Não olha nos olhos dos seus pupilos: não vá o seu instinto maternal deitar por terra o seu estatuto de ensinador.
Errar faz bem e aconselha-se. Faça o favor de errar. E muito. Tem mais é que aprender com isso.