Gosto de
conquistar.
Gosto
daquele momento
em que sei
agradar
e apetecer.
Daquele
momento
em que o
momento pára.
Daquele
olhar que entranha
nas minhas
entranhas.
As palavras
fluem silenciosamente
e as mãos,
sôfregas,
parecem não
ter fim.
A comoção
invade-me e
a minha
força torna-se a
mais
vulnerável das fraquezas humanas.
Perdida,
encontro-me
nos tentáculos
imensos do
homem que me descobriu
e
conquistou.
Desde sempre.
Ainda
sempre.


