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terça-feira, 19 de março de 2013

O momento que pára o momento



Gosto de conquistar.
Gosto daquele momento
em que sei agradar
e apetecer.
Daquele momento
em que o momento pára.
Daquele olhar que entranha
nas minhas entranhas.
As palavras fluem silenciosamente
e as mãos, sôfregas,
parecem não ter fim.
A comoção invade-me e
a minha força torna-se a
mais vulnerável das fraquezas humanas.
Perdida,
encontro-me nos tentáculos
imensos do homem que me descobriu
e conquistou.
Desde sempre.
Ainda sempre.


A mulher conquistada


sábado, 9 de março de 2013

Poema de um homem frágil




Onde vais,
mulher vaidosa,
com tua beleza retocada
e ardilosamente encenada?

Porque caminhas
com tanta certeza
e afirmação
como quem sabe para onde vai?

O que dizes,
mulher perigosa,
com tua fêmea argúcia
naturalmente engenhada?

Porque falas
com tanta eloquência
e sabedoria
como quem sabe o que diz?

Onde vais,
mulher,
que não me levas contigo?

Porque não me falas?

O pavão bonito e colorido

segunda-feira, 4 de março de 2013

No teatro da sedução

Qual dança enigmática,
que hipnotiza e atrai,
a sedução
é o elixir na vida de qualquer ser vivo.
É, aliás, o que faz qualquer ser vivo
sentir-se vivo.
Bem vivo.
Pronto para a batalha.
Pronto para a conquista.

A sedução é teatral.
Plural.
Natural.
Animal.
Nada racional.

No teatro da sedução,
a dança nunca é a solo,
por isso pergunto-te:
-"danças comigo?"

A sedução é a nossa casa, o nosso lar, o porto de abrigo