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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Amores que ficam...



Fantasia, quase infantil,
de um amor platónico:
perfeito na sua concepção.
Imaginação criada
nos pensamentos carentes
de realidade apaixonada.

Relação de amor sem amantes.
Intensidade de sentimentos
reprimidos pelo desejo:
pecado imaculado
por palavras incorpóreas
no corpo de uma paixão.

Seres que se querem
sem poderem querer:
suposição do que seria se fosse.
Hipótese conjecturada
no campo das alternativas passadas:
utopia no presente que escolheram.

Amor platónico:
a paixão que fica…


domingo, 11 de agosto de 2013

O rio



Fresco e cheio de pujança,
o rio serpenteia-se
por montes e vales.
Atravessa campos.
Invade matas
repletas de verdes plantas,
puras na sua mais
profunda essência.
Desenha lagoas de encantar.
Desliza em cascatas
exóticas de cor e emoção.
Corre.
Corre sempre,
sem nunca parar.
Pode pausar aqui.
Desviar-se para aquele ali.
Mas o rio corre sempre.
Corre com a força que tem.
Com a força que lhe dão.
Corre
para a imensidão da vida.
Para o expoente máximo
da libertação.
Luta contra a muralha das ondas.
Contra o batalhão
salgado que quer conquistar.
E entra.
E penetra no auge do seu propósito.
E neste fim,
que nunca mais acaba,
a felicidade
simplesmente acontece.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O recomeço



Estou aqui,
mas não sei que lugar é este.
Sinto que caí
no abismo de um pesadelo
e despertei
no cimo da realidade.
Ardem-me os olhos
com o frio que sinto
na pele arrepiada
pelo que vejo.
Busco um sinal
de alento no desconhecido:
o espesso nevoeiro
cobre os rostos
de quem por mim passa.
Não me reconheço
na penumbra que se esvai
no horizonte já perdido.
Sinto os meus ossos
a tocarem este ar
cheio de desprezo e repulsa.
Sufocada, acordo
na cama que já amei.
Afinal, o Sol ainda brilha
e o dia está só a começar.


sábado, 20 de julho de 2013

A noite tarda em chegar



Estás deitada na cama,
que partilhámos,
e, sem saberes, observo-te:
os teus cabelos,
revoltos, na almofada;
o teu rosto, cor de anjo,
está fechado para mim:
como a noite te faz serena!
Quando dormes és tu.
O simples tu.
Sem palavras exaltadas
pelo silêncio da desilusão.
Vejo-te a nudez da alma:
por quem me apaixonei.
Vejo o que já foste para mim
num passado que amámos.
Quantas memórias
trespassam os meus olhos!...
Abraças a almofada
como te agarravas a mim:
sinto a tua falta.
Estamos mais longe do nunca.
Nunca estivemos tão perto de nos afastar.
O dia está prestes a acordar-te.
A noite tarda em chegar…


domingo, 14 de julho de 2013

Apelo aos afectos



Onde andarão os afectos?
As árvores já não vêem
rasgadas em si
promessas a dois;
os bancos dos jardins
estão vazios de almas apaixonadas;
a lua apagou-se, triste,
com os desencontros
destas almas que andam
perdidas nos amores.
Progrediu a sociedade.
Murchou a humanidade.
Sumiram-se os afectos:
não os vejo em lado algum.
Estarão fechados para lá
dos muros da modernidade?
Terão fugido das garras
da consagrada evolução?
Os afectos são a essência do Homem.
Sem eles, somos pedras
que rolam nos turbilhões da vida…