Não estou
onde o meu corpo jaz,
mas onde esta
alma emprestada
tanto almeja
abraçar mais
do que a
eternidade para sempre:
o princípio
de que o tempo
não tem
ponteiros que apaguem
a
cumplicidade do nosso silêncio.
Aqueles
olhares tão só nossos
despem-nos o
desejo envergonhado:
o dia que
deveria ser de um ano
é um minuto nas
bocas que suspiramos.
E a razão
esquiva da compreensão
de todo o
meu pensamento
olvida-se
com o ar que me dás a existir
nesta força
que te traz até mim.
Estou apenas
onde quero estar:
de toque na
alma:
de arrepio
ao de leve.
E onde todos os
sonhos chamam por mim.

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