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domingo, 15 de novembro de 2015

As minhas flores



Vou sair daqui para onde
não importa saber quem sou
sem levar nada que me pese
para além da bagagem de mim.
Talvez uma fotografia
de uma infância feliz.
Talvez os pensamentos
passados a papel.
Sei que não preciso de muito.
Apenas que o medo me deixe ir
e que o passado me abra as portas
para o mundo que quero descobrir.
Entre estes meus devaneios
de nascer de novo para a vida
ou deixar envelhecer os sonhos,
vejo as flores que semeei
a colorir o jardim outrora meu.
Com tanto por ver e aprender.
Com tanto por ser ainda mais.
E assim fico a pensar:
se as devo regar com as mãos
ou com a chuva que há-de vir.
Vou sair daqui não sei para onde:
onde estou é que sei que não.


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