Vou sair
daqui para onde
não importa saber
quem sou
sem levar
nada que me pese
para além da
bagagem de mim.
Talvez uma
fotografia
de uma
infância feliz.
Talvez os
pensamentos
passados a
papel.
Sei que não
preciso de muito.
Apenas que o
medo me deixe ir
e que o
passado me abra as portas
para o mundo
que quero descobrir.
Entre estes
meus devaneios
de nascer de
novo para a vida
ou deixar
envelhecer os sonhos,
vejo as
flores que semeei
a colorir o
jardim outrora meu.
Com tanto
por ver e aprender.
Com tanto
por ser ainda mais.
E assim fico
a pensar:
se as devo
regar com as mãos
ou com a chuva
que há-de vir.
Vou sair
daqui não sei para onde:
onde estou é
que sei que não.

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