Quando julgo
que as surpresas já me deixaram a porta livre para o invariável:
vem a vida:
faz da porta
janela:
da janela
parede:
da parede
porta ainda por abrir
e todo eu
entro novamente em mim pela primeira vez.
Cada pedaço
de alma vira abrigo.
Cada fatia
de afecto aconchego.
E se um dia
houve em que o medo superava a ânsia de saborear o ar apertado naquele abraço,
neste
instante que se faz agora tudo se resume ao meu suspiro no teu olhar.
Não é o
caos.
É a vida a
cuidar de mim.

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