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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Entre o ser e o sentir



Eu sei o que sinto, quando sinto e porque sinto.
As minhas tristezas e as minhas alegrias são-me fáceis de perceber:
conheço os antecedentes que contribuíram para a minha construção;
sei o contexto e a envolvência que manuseiam as minhas emoções
e percebo facilmente a razão das sensações que me invadem a alma e que se reflectem no olhar e quantas vezes no rosto.
Por isso, digo com toda a convicção: eu sei o que sinto, quando sinto e porque sinto.
Mais complicado para mim é saber o que fazer com o que sou. Aqui é que está o enredo mais enredado na história dos argumentos.
Eu sei o que sinto, quando sinto e porque sinto. Não tenho dúvidas quanto a isso.
Agora, a partir do momento em que:
em vez de beber lentamente o que sinto;
em vez de apreciar o sabor do momento;
em vez de viver para apenas sentir:
me ponho a tentar perceber:
a génese;
o tempo;
e a razão
do muito que estou a sentir:
confesso: não sei o que fazer com o que sou. Com o tanto que sou. Seria tudo bem mais fácil se:
estou feliz: óptimo: vou viver esta felicidade;
estou triste: é normal: vou mudar de rumo.
Mas não. Devo achar que complicado é melhor do que simples. Não sei.

Uma coisa é certa: perco-me muitas vezes entre o que sou e o que sinto, mas depois de muito pensar acho que me encontro entre o que sei sentir e o que sei ser. Algures por aí… 



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