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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A nossa história



Apetece-me escrever sobre nós.
O que já fomos.
O que já fizemos.
O que já passámos.
Olho para trás e vejo que temos muitas histórias para contar aos nossos filhos quando forem mais crescidos para entenderem como nós nos conhecemos. A razão que nos encontrou sem razão que alguém entenda no seu senso mais comum. Mas nós nada temos de comum. Em comum: muita coisa.
Voltando às histórias que um dia vamos contar aos nossos filhos:
(já viste – com toda a certeza que já viste – como os nossos filhos são a mistura mais deliciosa de tu com eu?
O olhar meigo de um.
O sentido de humor do outro.
Os feitios, os jeitos e os trejeitos de ambos.
Os nossos filhos são muito nós. Tão nós que não são nossos. Um dia, seguirão as suas vidas e terão as suas próprias histórias para contar)
sabes o que quero que eles saibam?
Como a vida, marota, uniu a improbabilidade com a certeza do que se quer apesar da inocência daqueles tempos. 
Que a juventude não é sinal de imaturidade, mas de força para enfrentar o que vier. Venha o que vier.
Que tudo o que se vive será o pilar para aguentar as tempestades inevitáveis de duas vidas partilhadas.
Que nada se apaga. Tudo nos faz.
Quero que saibam que eles já existiam bem antes de nascerem e que, acima de tudo, os amávamos quando nos vimos pela primeira vez. Tu tímido. Eu atenta.
Somos mesmo nós. Só nós. Mesmo.


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