Sou mesmo
parva.
É isso que sou:
parva.
Quem me
manda idealizar
se o Homem é
humano
e nunca
ideal?
Quem me
manda sonhar
quando a
vida me acorda
a cada
minuto que respiro?
Sou mesmo
parva.
Haja melhor
palavra que espelhe
este querer
viver diferente
e
deixar-me-ei de achar
tão
estupidamente parva.
É isso que
sou: estupidamente parva.
Quem me
manda pensar
com o
coração a transbordar
de ilusões
infantis?
Quem me
manda andar
com a cabeça
no mundo do encantamento
quando este
mundo onde vivo
está cheio
de realidades
frívolas e
desinteressantes?
Sou mesmo
estupidamente parva.
Não há alma
alguma que me surpreenda
com a
simplicidade do inesperado.
Que me leve
de mim para dentro
e me dê a
mão a cada medo meu.
Quem me
manda ser assim?

Sem duvida, fala a indecisão , fala a inquietude, fala alguem que tem o atrevimento de se auto titular de "parva" que reconhecidamente, apenas tem o valor semântico, pois objetivamente está bem longe de o ser.
ResponderEliminarEste poema espelha apenas o comportamento de um comum mortal que adora olhar-se ao espelho e bajular-se com a sua beleza interna.
Quando assume a sobreposição adjetiva de estupidamente parva, não o afirma de forma rebaixadora da sua nobre condição mas sim como forma de entrecortar e degolar o impeto do seu querer ser contra o não sei se quero. Um contraditório digno de figurar num estudo de caso , uma afirmação que a solidão exige que se afirme ou a falta do opmbro Amigo que os anais da história tanto sublinham.
Em sintese, lindo e belo poema, escrito por uma digna e promissora escritora.
Belo poema. ��
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