Eu não sou tua.
Não sou de ninguém.
Sou ser do universo
enquanto me quiser por aqui.
Surgi num querer sem querer
e cá tenho andado à deriva de mim.
Estou maior do já fui
aos trambolhões pelos meus sonhos:
de nada tenho muito.
Sei-me efémera e frágil
e que o vento, um dia, levar-me-á
para o útero da vida:
deixarei pedaços de mim
espalhados por aí.
Perdoa-me,
mas eu não sou tua.

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