Sem chão,
nem tecto.
Sem cheiro a
vida,
nem calor de
sangue corrido.
Sem vontade
de querer,
nem desejo
de ser.
Deambular o
corpo
divorciado da
alma
metade do
que já foi.
Os dias são
noites frias:
não correm:
não passam.
Adormecem
olhares indolentes
pela certeza
que crêem ver:
catarata
cega de afectos.
E assim
vai-se apagando
as pegadas
do que há-de vir…

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