Adormeço
nos braços
do meu cansaço.
Meus olhos
têm o peso do
compasso
que
acompanha
o desenfrear
de mim.
Sinto-me
fundir
nos lençóis perfumados
de
serenidade e o som
faz silêncio
para me levar
com ele nas
asas do que sou.
De corpo
leve
e alma
lavada,
ando por
onde nunca estive:
vejo-me como
outro que não eu
sendo eu para
além deste ser
que me é.
E quando
regresso,
aperto contra
o meu peito
a graça de
ver a vida à minha frente
e afago-lhe
cada uma das suas pedras
com mãos de
pai
e coração de
mãe.
O dia vem
sempre depois da noite.

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