Quando me sentires
ausente de palavras
e vires a
desilusão a embaciar o meu olhar:
entraste em
mim:
ouviste a
minha alma a gritar:
por ti.
Na minha
boca cresce a inaptidão
de proferir
o que o meu silêncio
tão bem diz.
Grito calada
com o punhal
que me
cravaste no que sou.
Mas tu não
sentes a minha ausência
e nem olhas
para o meu olhar:
ainda não
entraste em mim:
nunca
ouviste este meu grito:
tão meu e
tão dorido.
E da minha
boca nunca ouvirás
qualquer lamento
entre
palavras que ficam e vão.
Ficarei aqui
a gritar
até que me
sintas.
Enquanto a minha alma tiver voz...

Um grito interior. O mais forte: "o grito calado"...
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