Oiço a
distância dos ruídos
da vida vivida
no frio da rua.
Pequenos
sons da natureza
humana em
busca do conforto
que parece
nunca chegar.
Existências
que trespassam
pela minha
leve passagem:
cruzamentos
sem paragem:
viagens que
cabem
na palma de
uma Mão.
Na calada da
noite:
a nudez do
corpo
veste a alma:
sobretudo
impermeável
aos preconceitos
do que não
se vê, mas deseja.
Osmose de
essências
que se
encontram.
Que se são.
Não há dia
que desperte
tanto como o
silêncio da escuridão.

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