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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Na calada da noite



Oiço a distância dos ruídos
da vida vivida no frio da rua.
Pequenos sons da natureza
humana em busca do conforto
que parece nunca chegar.
Existências que trespassam
pela minha leve passagem:
cruzamentos sem paragem:
viagens que cabem
na palma de uma Mão.

Na calada da noite:
a nudez do corpo
veste a alma: sobretudo
impermeável aos preconceitos
do que não se vê, mas deseja.
Osmose de essências
que se encontram.
Que se são.
Não há dia que desperte
tanto como o silêncio da escuridão.


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