Não aceito o
meio dar.
Dar é ímpar.
É indivisível.
Ou te dás
por inteiro,
ou não te
dás:
guardas-te
para relíquia
do teu
próprio museu.
E,
acredita!, ninguém
irá visitar
um museu
com alguém
que apenas
gosta de se
mostrar.
Tens que te
dar. Entregar-te
com a
generosidade de quem é genuíno
nas acções e
reacções.
Não aceito
essa tua esmola
de mão
aberta e braço encolhido
à espera que
me estenda.
Que te
mendigue.
Não sou
pedinte.
Ou te dás
por inteiro,
ou podes
fechar para sempre
essa mão
cheia de sacrifícios
e vazia de
vontade.
Não preciso
de esmolas.
Preciso de
impulsos
recheados de
dedicação
coberta de
afectos.

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