Não sei se
penso bem
de cada vez
que a ira
se apodera
do meu intelecto.
Duvido, até,
se o pensamento
estará
dentro de mim:
não terá
fugido,
assustado, com
a pólvora
prestes a
rebentar?
Duvido de
quem me altera o ânimo
(mas nunca o
âmago).
Duvido de
todos.
Duvido de
mim.
Perante a
exaltação,
perdemos a
nossa humanidade.
Vence a irracionalidade:
o princípio
que nos encerra.
E quando o
tempo é maior
do que o
pensamento
apagam-se
alegrias passadas.
Exacerbam-se
certezas mal resolvidas.
A vida passa
a um instante
e a mágoa
permanece.
E pensar que
tudo começou
sem razão…

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